As perdas de processo e a gestão ambiental!

A gestão ambiental é muito mais do que simplesmente o cumprimento das condicionantes e acompanhamento das licenças ambientais. Nós já postamos aqui sobre como transformar o seu sistema de gestão ambiental em uma máquina de resultados. Também apresentamos aqui os KPIs de gestão ambiental, e aqui sobre a auditoria de fornecedores, duas ferramentas poderosas para transformar a sua empresa em um negócio sustentável.

Hoje vamos falar sobre as perdas e sua importância em nosso processo. Quando apresentamos o modelo de gestão ambiental industrial da Refúgio, nós discutimos sobre como é importante monitora-las para o entendimento do seu processo. Mas antes precisamos entender o processo de hierarquização e sua interface com cada etapa da produção.

Aqui na Refúgio utilizamos um processo bastante simples para a hierarquização das perdas, baseando sempre na sua relação com a atividade principal da indústria. Veja bem, se voltarmos a utilizar o exemplo da pastelaria, podemos classificar as perdas da seguinte maneira.

Perdas de 1ª Ordem

As perdas de primeira ordem são aquelas relacionadas diretamente ao produto produzido. Logo, no nosso exemplo, essas perdas seriam por exemplo a massa de pastel que não passou no teste de qualidade, ou aquele queijo que estava com um cheiro estranho. Todas essas perdas, estão diretamente relacionadas a produção do pastel, e por isso chamamos de perdas de 1ª ordem.

Perdas de 2ª Ordem

Já as perdas de segunda ordem, são aquelas que possuem relação indireta com o produto produzido dentro da indústria, no caso do nosso exemplo, o pastel. Consideramos por exemplo como perda de 2ª ordem, aquele papel gerado no escritório, o efluente decorrente da lavagem de mãos ou até mesmo a emissão atmosférica decorrente do transporte dos pastéis para a loja.

Mas qual a importância disso?

Quando nós hierarquizamos as perdas dentro do processo produtivo, conseguimos priorizar melhor as nossas atividades, para de fato melhorar o desempenho e a eficiência da indústria. Por isso é fundamental atacar primeiro as perdas de primeira ordem, pois assim estaremos atuando diretamente na eficiência dos nosso processo, enquanto que as perdas de segunda ordem, apesar de serem relevantes e em alguns casos constituírem um grande desperdício de recursos, não se relacionam de forma direta com a eficiência.

Importante lembrarmos que maior eficiência no processo de produção, se traduz em maior produtividade, que é o nosso maior objetivo. E por isso devemos sempre priorizar a redução das perdas de primeira ordem.

E como mapear as perdas?

Bom isso é simples, e acabamos fazendo sem perceber. Quando mapeamos o processo de produção nós representamos as perdas por setas, o que muitas vezes torna nossos fluxogramas bem confusos, ainda mais quando os processos são extensos ou bem complexos.

Por isso recomendamos que seja dedicado um bom tempo para a execução do mapeamento, de forma que todas as saídas sejam descritas de forma adequada, colocando sempre primeiro as perdas de primeira ordem, conforme o exemplo abaixo.

processo produtivo

Em seguida após mapear as perdas, basta prosseguir com o seu plano de ação, pensando sempre em reduzir ou minimizar a sua geração, depois em recircular e apenas se não for possível, em destina-lo. Afinal de contas Lavoisier estava certo,

“Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”


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